José Augusto Amaro Handa, paulistano de 45 anos, também conhecido como Zezão, começou na década de 90 a conquistar com os seus grafitti espaços subterrâneos da cidade de São Paulo.
Inspirado e motivado pela arte de Jean-Michel Basquiat, Zezão sentiu-se reforçado no impulso de, com sua arte, abandonar as vias tradicionais e percorrer novos caminhos.
Passou a trabalhar em paredes de canais de esgoto e de galerias de águas pluviais, entre dejetos acumulados em casas abandonadas, em becos desertos e em vãos debaixo de viadutos.
Desse modo, atraiu a atenção para paisagens urbanas insólitas, das quais muita gente nem quer saber.
A seguir, expandiu sua produção artística retirando objetos cotidianos do lixo e da sucata, reformando e montando-os de modo diferente e lhes dando cor, criando-lhes assim uma nova identidade.
Desde então, tem utilizado em suas colagens de madeira, pedaços quebrados provenientes de tapumes e barricadas da Paulicéia.
Às vezes também compoe a obra de arte sobre preciosidades tais como espelhos, bandejas, portas de automóvel, armaçoes de cama...
Deixa sempre sua marca pessoal que consiste na palavra "VÍCIO" em abstrata caligrafia desenhada em azul sobre as superfícies decrépitas nos locais abandonados, Interfere assim numa suposta vida real e torna visível aquilo que, sem a sua arte, nem seria percebido e ninguém quereria ver.
Mergulha com suas cores e formas delicadas num submundo cru e caótico, invade espaços subterrâneos criando um contraste entre a rusticidade das paredes e a delicadeza de uma presença toda em límpidos tons de azul.
Arte junto ao lixo, animais mortos e restos de móveis quebrados em locais a margem da sociedade, Zezão desperta o diálogo e a discussao sobre esse mundo marginal e o mundo superfícial que conhecemos.
O lixo que vira luxo: eis onde Zezão empenha sua arte que toca em aspectos políticos, sociais e ecológicos. Pois sua procura de recantos sórdidos, construçoes arruinadas a ser demolidas, sujeira, água e ar poluidos, violencia urbana por um lado, e por outro o reaproveitamento de objetos descartados: assim ele chama a atenção para uma abordagem crítica dos problemas da grande cidade moderna, estimulando também debates sobre sustentabilidade e reciclagem.
No Brasil, Zezão já teve numerosas exposiçoes, principalmente no Rio de Janeiro e em São Paulo.
Suas pinturas também ornam muros, paredes de esgotos e viadutos a nível mundial.
E já houve exposiçoes suas, entre outras cidades, em Brighton, Florença, Frankfurt, Hamburgo, Londres, Los Angeles, Nova York, Paris, Praga, Wuppertal.



José Augusto Amaro Handa, also known as Zezão, born in São Paulo, began his quest to conquer the underworld with graffiti in Sao Paulo in the 90s.
Inspired and motivated by the art of Jean-Michel Basquiat, Zezão believed it his right to depart from the well-trodden paths with his art and to explore new avenues.
He worked in sewerage systems, in drains, in the rubble of abandoned ruined buildings, in dilapidated blind alleys and dark spaces below viaducts, and so drew attention to a cityscape whose existence many people could barely credit.
Some time later he broadened his activities: he took everyday objects from the trash and created a new existence for them by inventively assembling and painting them.
Even now, for his wood collages he uses objects found in the street such as pieces of lumber used for barricades in Sao Paulo, or he creates a foundation using old treasures like mirrors, trays, car doors, bedsteads...
He always leaves his trademark on the dilapidated, isolated surfaces, his blue, abstract signature derived from the word "VÍCIO", meaning addiction, and thus delves into what appears to be true life, and brings to light what without his art would remain ignored, what nobody wants to see.
In this way he uses delicate tints and shapes to descend into a chaotic underworld, invading the subterranean space, and by contrast he revives its raw walls in a subtle, quintessentially blue presence.
Art close to trash, dead dogs and broken pieces of furniture, at the margins of society - Zezão inspires dialogue between the underworld and the surface, to get talked about.
Wherever trash (Brazilian: lixo) needs to be turned into luxury (Brazilian: luxo) - this is where Zezão's work comes into its own.
It contains political and social messages and ones which relate to the environment. Because its connection with dilapidated neighbourhoods, derelict buildings, contaminated water, smog and filth, violence, or the recycling of discarded objects, all this is a way of making a critical statement about these diverse problems of the city.
At the same time important debates on issues such as sustainability and recycling are kindled.
He has already had numerous exhibitions in his home country, Brazil, in particular in Rio de Janeiro and São Paulo.
His graffiti also adorn walls, sewerage systems and viaducts around the world.
Places in which he has exhibited in the past include Brighton, Florenz, Frankfurt, Hamburg, London, Los Angeles, New York, Paris, Prag, Wuppertal.



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